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Memórias: Halldór Laxness

No dia 8 de fevereiro de 1998, morreu Halldór Laxness. Foi um escritor islandês. Tendo sido controverso pelas suas posturas radicais, foi uma figura dominante na literatura islandesa, ao longo do século XX. Por António José André.

Laxness nasceu, no dia 23 de abril de 1902, como Halldór Kiljan GudJonsson, mas adotou como apelido o nome de um bairro da periferia de Reiquiavique, cidade onde nasceu.

Aos 14 anos, Laxness escreveu o seu primeiro artigo para o jornal "Morgunblaðið". Aos 19 anos, publicou o primeiro conto no mesmo jornal. Durante a sua juventude, Laxness viajou bastante e residiu fora da Islândia.

Nos vários países da Europa continental onde viveu, sentiu-se influenciado pelo surrealismo e pelo expressionismo alemão. A sua posterior estadia nos Estados Unidos, fê-lo deixar a fé católica, tornando-se ateu.

O socialismo foi o prisma através do qual Laxness observou o mundo durante os anos trinta e quarenta, tendo sido defensor da União Soviética, até à invasão da Hungria, em 1956.

Laxness foi duramente atacado pela sociedade conservadora. Mas os jovens islandeses viam nele alguém capaz de dar novos valores à sociedade. Tendo sido controverso pelas suas posturas radicais.

Laxness foi uma figura dominante na literatura islandesa, ao longo do século XX.

Durante a sua vida,  Halldór Laxness escreveu 51 romances, poesia, artigos de jornal, livros de viagens, peças de teatro, contos e outras obras. Em 1955, ganhou o Prémio Nobel da Literatura. Em Portugal, foram editados pela Cavalo de Ferro: "Os peixes também sabem cantar", "Gente Independente" e "O Sino da Islândia". 

Laxness foi uma figura dominante na literatura islandesa, ao longo do século XX. Faleceu a 8 de fevereiro de 1998, com 95 anos.